Somos capazes?
Empatia
Objetivos
- Encorajar a empatia e a comunicação com imigrantes e/ou refugiados(as)
- Analisar as dificuldades enfrentadas por imigrantes e/ou refugiados(as)
- Analisar as necessidades de integração
- Compreender que os(as) refugiados(as) têm as mesmas capacidades que nós; apenas precisam de aprender a língua e os costumes dos países de acolhimento para se desenvolverem em pleno
Aprendizagens esperadas
No final da sessão os(as) participantes serão capazes de:
- Colocarem-se na pele do outro e sentir empatia
- Compreender as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes/refugiados(as)
- Dar valor às dificuldades que o imigrantes/refugiados(as) enfrentam devido aos obstáculos que a língua representa
Grupo alvo
Participantes entre os 15 e 30 anos
Número de participantes: 8 a 20
Complexidade
(1 - muito fácil, 5 - muito difícil)
Grau de experiência necessária - 2
Trabalho necessário para preparar e implementar o cenário - 1
Consumo de tempo estimado para preparar e implementar o cenário - 1
Duração
45 min
Espaço
Duas salas para separar os(as) participantes em 2 grupos (Grupo A e Grupo B). Cada sala deve ter uma mesa com cadeiras à volta para os(as) participantes. A introdução da sessão, as instruções para a sessão e o debate final, terão lugar numa das salas, que deverá comportar os dois grupos juntos
Recursos
Cópia do Anexo 1; material de escola
Preparação
O(A) facilitador(a) deve preparar as salas para o trabalho dos grupos. A sessão é fácil de executar, apenas a parte final, com argumentação, é mais difícil. O(A) facilitador(a) deve estar preparado para esta parte
Desenvolvimento
Introdução
O(A) facilitador(a) apresenta-se e pede aos(às) participantes que se apresentem. Em seguida explica que a atividade que vão desenvolver é sobre a imigração. Os(as) participantes vão ser divididos em dois grupos para ver qual deles vence. Inicialmente o(a) facilitador(a) coloca-lhes algumas questões para perceber o nível de conhecimentos que possuem sobre o tema. (5 min)
Atividades
Discussão inicial (15 min)
O(A) facilitador(a) começa por perguntar aos(às) participantes acerca da sua opinião sobre os imigrantes, da sua capacidade para trabalhar, dos seus estudos, etc, recolhendo opiniões gerais.
Ele(a) pode perguntar:
- Conheces pessoalmente algum imigrante ou refugiado?(a) Em que trabalha ele(a)?
- Que trabalhos é que achas que um(a) imigrante é capaz de executar?
- Que formação achas que um(a) imigrante ou refugiado(a) que vem para o nosso país tem?
- Achas que um(a) refugiado(a) ou imigrante pode fazer as mesmas coisas que nós?
- Para que tipo de trabalhos achas que estão os imigrantes e refugiados(as) preparados(as)?
O objetivo é perceber o que é que os(as) participantes pensam acerca dos(as) imigrantes e refugiados(as). O debate começa aqui. Enquanto o(a) facilitador(a) coloca as questões, um(a) voluntário(a) do grupo (previamente identificado(a) tanota os comentários dos(as) participantes, para que se possa desmontar os possíveis preconceitos na fase de conclusão.
Trabalho de Grupo (20 min)
Os(as) participantes são divididos no Grupo A e no Grupo B. O(A) facilitador(a) diz-lhes que ambos irão fazer o mesmo teste. A melhor equipa será a vencedora.
Os(As) participantes são separados nas diferentes salas, e recebem um documento com as instruções. (Anexo 1)
O Grupo A e o Grupo B recebem as mesmas instruções. Mas, enquanto as instruções do Grupo A estão na sua própria língua, e as perguntas se referem ao seu país, as instruções do Grupo B são numa linguagem difícil, têm algumas palavras numa língua estrangeira, e algumas perguntas dizem respeito a outro país.
IMPORTANTE: Os Grupos A e B não podem comunicar entre si. Não podem aperceber-se da diferença entre as instruções antes da fase da conclusão.
Assim, enquanto o Grupo A irá trabalhar facilmente, o Grupo B terá dificuldades em terminar a prova. Quando o tempo chegar ao fim, os(as) participantes reúnem-se na sala comum, sendo lembrado de que não podem falar uns com os outros.
Recolha das respostas (10 min)
Cada grupo deve designar um porta-voz para apresentar os resultados do grupo. O vencedor é certamente o Grupo A. Então cada grupo deverá explicar como fizeram a prova, e responder ás seguintes questões:
- A atividade foi fácil?
- Entenderam o que tinham que fazer?
- Como se sentiram?
- Perceberam porque é que a outra equipa teve melhores/piores resultados?
- Acham que o outro grupo tem as mesmas competências/capacidades que o vosso grupo?
- O outro grupo teve as mesmas hipóteses?
- Qual foi a parte mais difícil?
Começa primeiro o Grupo A.
Debriefing
Conclusões (15 min)
Após cada grupo terminar de responder à forma como fez a prova, está na altura da passar à reflexão final.
O(a) facilitador(a) deverá explicar as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes e refugiados(as) em encontrarem trabalho. Deverá dizer que os imigrantes têm a mesma capacidade que qualquer um de nós, mas que têm que adquirir conhecimentos (língua, cultura) para aumentarem as suas possibilidades. Nós temos que ser tolerantes e apoiá-los para ultrapassarem estes obstáculos.
O(A) facilitador(a) pode utilizar as anotações feitas no início da sessão para desmontar preconceitos e estereótipos através do exemplo das dificuldades enfrentadas pelo Grupo B.
Ferramenta de apoio: Anexo 2.
Instrumentos de suporte
Inspiração
IMigration (Erasmus +) projeto sobre migração positiva, desenvolvido em Espanha.
Ideias para ação
Se houver muitos participantes, podem ser criados subgrupos (Grupo A1, A2, A3 e Grupo B1, B2, B3). Cada grupo deve fazer testes diferentes. Os grupos com a mesma letra podem trabalhar na mesma sala.
Preparado por Ecos do Sur
ITE
Social-educational initiative centre PLUS
sei.plius@gmail.com
Make it Better
info@mibworld.org
Ecos do Sur
ong@ecosdosur.org
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