O debate das afirmações
Sem discursos de ódio
Objetivos
Aprendizagens esperadas
No final da sessão os participantes deverão ser capazes de discutir opiniões e apresentar pensamento crítico sobre os assuntos debatidos
Grupo-alvo
Todos os grupos/sociedade
Jovens de todas as regiões/culturas
Número de participantes: 12 – 30
Complexidade
(1 - muito fácil, 5 - muito difícil)
Grau de experiência necessária - 2
Quantidade de trabalho necessário para preparar e implementar o cenário - 2
Custo estimado - 1
Duração
1 hora
Espaço
Sala com capacidade para 30 pessoas
Recursos
Quadro ou flipchart e marcadores
Tiras de papel (para escrever as afirmações)
Um saco ou uma caixa para as afirmações
Preparação
O(A) facilitador(a) pede aos participantes para recolherem pelo menos 4 opiniões, afirmações ou juízos de valor sobre imigrantes, asilados(as) ou refugiados(as), dos Media, Redes Sociais e da comunidade onde vivem, ou até opiniões próprias, (preferencialmente deverão variar de conservadoras a progressistas).
O(A) facilitador(a) prepara também uma lista de afirmações. (Anexo 1).
Cada nova opinião expressa por um(a) participante, no debate, pode também ser usada como nova ‘afirmação’. As afirmações podem ser escritas na primeira pessoa (“Eu”), assim como todas as respostas durante os debates.
As afirmações sugeridas podem ser escritas em tiras de papel (uma por tira de papel) e colocadas numa caixa.
Desenvolvimento
Introdução
O(A) facilitador(a) apresenta os objetivos da sessão e explica como está estruturada
Atividades
O debate (45 min)
No início todos(as) os(as) participantes estão no meio da sala (zona neutra).
O(A) facilitador(a) retira uma afirmação da caixa e lê-a. Os(As) participantes são divididos em dois grupos: os que concordam com essa afirmação e os que não concordam. (Cada grupo desloca-se para lados opostos da sala.) Os(As) participantes apenas podem concordar ou discordar: sem "se" e "mas". Eles(as) têm de reagir imediatamente e escolher um ponto de vista. Cada um(a) interpreta a afirmação, pessoalmente. Nenhuma explicação é dada.
Após todos(as) os(as) participantes terem escolhido um grupo, a discussão começa - o grupo minoritário é o primeiro a ter a palavra. Os(As) participantes devem expor os seus pontos de vista individualmente. O outro grupo deve reagir espontaneamente. Após o grupo minoritário ter apresentado os seus argumentos, é a vez do grupo maioritário explicar os seus pontos de vista, da mesma forma.
São designados 2 repórteres, um para cada grupo: um(a) para o grupo minoritário, outro(a) para o maioritário (previamente escolhidos, numa base voluntária).
Durante os vários debates, estes(as) repórteres devem anotar expressões, imagens, palavras-chave, usadas para suportar um argumento.
Também deverá haver um(a) moderador(a), previamente autoproposto(a), de forma voluntária ou, alternativamente, o(a) facilitador(a) atua como moderador dos debates. O(A) moderador(a) deve reforçar a ordem dos discursos, o tom de voz, (evitar criticismos, acusações pessoais e tons ofensivos), os tempos, e manter a cordialidade.
Há alguns aspetos críticos (“regras”) a levar em conta:
- Não há respostas "certas" nem "erradas". O exercício é sobre opiniões.
- Exposições pessoais e de grupo e pensamento crítico.
- Os(As) participantes estão possibilitados(as) de mudar as suas opiniões após ou durante o debate, mas apenas se explicarem porque mudaram, usando sempre o discurso na primeira pessoa. No caso de mudarem de opinião juntam-se ao outro grupo, deslocando-se para o outro lado da sala. Ao expor um caso os(as) participantes apenas podem falar por si próprios, expor a sua opinião pessoal: "Eu suponho", “Eu penso…” ; "Eu acredito que…"; "Eu sei..".
- O(A) moderador(a) (participante que assume esse papel ou o(a) facilitador(a)) mantem a discussão num modo cordial, respeitando as ordens e os tempos dos discursos de cada grupo, e mantendo uma posição neutra.
- Deverão ser colocadas questões e feitas observações para estimular o debate e ajudar a fluir. Por exemplo: "Como é que sabes?", "O que é que queres dizer?", "Se bem compreendi…", " Não é uma contradição..." etc.
Para finalizar os(as) repórteres apresentam as suas observações.
Debriefing
Para o debriefing o(a) facilitador(a) pode começar por usar as notas dos(as) repórteres para realçar contradições, semelhanças e diferenças, expressadas pelos(as) participantes.
Ele(a) deverá instigar os(as) participantes para olharem, de modo crítico, para os pontos de vista que expressaram nos debates.
Exemplos de questões a colocar aos(às) participantes:
Durante os debates houve algum aspeto que queiras referir?
A tua opinião mudou durante um debate?
Descobriste uma outra forma de pensar?
As ‘afirmações ofenderam alguém? / Alguma das afirmações foi ofensiva?
Ficaste do lado da maioria? Se Não (ou se Sim), isso incomodou-te?
Comportaste-te mais emocionalmente ou mais racionalmente, quando expressaste os teus argumentos?
(15 min)
Instrumentos de apoio
Lista de presenças
Método de avaliação: O 5 dedos da mão
- Polegar – O que eu considerei ‘fixe’?
- Indicador: O que eu tenho a apontar (de bom ou de mau)?
- Dedo médio: O que considerei mau?
- Anelar: Como foi a minha relação com o grupo?
- Mindinho: O que soube a pouco?
Inspiração
IOM/UNHCR, 2009. Manual do Professor “Não são apenas Números”, Jogo de Ferramentas Educacional sobre Migração e Asilo na Europa.
Ideias para ação
1. A duração dos debates depende do número das afirmações a serem discutidas. O(A) facilitador(a) pode preparar mais afirmações para sessões mais longas.
2. Os(As) participantes podem produzir um relatório (individualmente ou em grupo) sobre uma ou mais das afirmações, apresentando os pros e contras. Esta atividade pode ser feita numa outra sessão ou como trabalho de casa.
Preparado por Make it Better
ITE
Social-educational initiative centre PLUS
sei.plius@gmail.com
Make it Better
info@mibworld.org
Ecos do Sur
ong@ecosdosur.org
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