Na minha cultura

Diálogo Intercultural

Objetivos

  • - Desenvolver sensibilidade crítica sobre os seus próprios valores e crenças culturais, bem como os dos outros
  • - Perceber as diferenças culturais
  • - Compreender os papéis e as convenções que orientam comportamentos em ambientes inter-culturais específicos

 

Aprendizagens esperadas

Depois deste workshop, os(as) participantes devem ser capazes de:

  •  - aumentar as competências de comunicar eficazmente com pessoas de diferentes culturas
  •  - perceber diferentes pontos de vista que afetam os seus comportamentos
  •  - perceber a sua própria cultura, assim como as culturas das pessoas recém-chegadas

 

Grupo-alvo

Jovens e adultos (maiores de 18 anos)

Grupo misto e equilibrado de nacionais e imigrantes e refugiados(as)

Número de participantes: 10 – 30

 

Complexidade

(1 - muito fácil, 5 - muito difícil)

Graude experiência necessária – 4

Quantidade de trabalho necessário para preparar e implementar o cenário - 2

Custo estimado - 2

 

Duração

1 h 40 min

Espaço

Uma sala com cadeiras (uma por pessoa) em círculo

Recursos

Cópia das afirmações (Anexo 1)

Papel e caneta

 

Preparação

Antes do workshop o(a) facilitador(a), escreve nos papéis os número de 1 a 10 (um número em cada papel). Ele(a) faz uma cópia das afirmações (Anexo 1) e corta-as

 

Desenvolvimento

Introdução

O(A) facilitador(a) explica ao(às) participantes que terão oportunidade de conhecer culturas, valores e crenças diferentes. Cada cultura é única e pessoas com diferentes experiências culturas podem ver as mesmas coisas de diferentes maneiras.

Por exemplo, podemos reparar nas diferenças culturais no início de um encontro com uma pessoa de cultura, nas saudações. O(A) facilitador(a) explica ao(às) participantes que para iniciar o workshop todos(as) irão cumprimentar-se como representantes de culturas diferentes.

 

1. Cumprimentos na Alemanha - aperto com a mão direita (homem e mulher).

2. Cumprimentos na Tailândia - consiste num leve arco, com as palmas pressionadas em uma forma de oração. Quanto mais altas as mãos são mantidas em relação ao rosto e quanto mais baixo o arco, mais respeito ou reverência se mostra ao dador dos cumprimentos.

3. Cumprimentos na Polónia - diga “halo” e curve a sua cabeça. Alguns homens podem cumprimentar uma mulher beijando a sua mão direita.

4. Cumprimentos nos Emirados Árabes Unidos - a mulher segura as duas mãos de outra mulher; o cumprimento tradicional entre os homens envolve agarrar a mão direita um ao outro, colocando a mão esquerda no ombro direito do outro e trocando beijos em cada bochecha. Homem e mulher não se tocam no espaço público: para cumprimentar a mulher, o homem coloca a mão direita no coração e a mulher inclina a cabeça.

5. Cumprimentos no país dos participantes.

 

NOTA: O(A) facilitador(a) deve assegurar que toda as pessoas se sentem confortáveis com este exercício e não deve forçar ninguém a fazer os cumprimentos. (15 min)

 

Atividades

1. O(A) facilitador(a) explica ao(às) participantes que irão discutir sobre diferentes elementos de cultura. Ele(a) deverá certificar-se que todos conhecem e compreendem os regras da discussão: que todas as pessoas devem ser tratadas com respeito, que ninguém se deve sentir pressionado a dizer coisas que o/a faça sentir desconfortável. (5 minutos)

 

2. O(A) facilitador(a) pede aos(às) participantes para cada um(a), no meio do círculo onde está sentado(a), colocar os número de 1 a 10.

 

3. Ele(a) explica as regras do exercício:

O(A) facilitador(a) tem as frases. Os(As) participantes vão ser questionados(as) sobre a sua cultura, valores e crenças para se aperceberem de diferentes pontos de vista e perceberem a mesma palavra (valor) numa cultura diferente. Um(a) por um(a), os(as) participantes escolhem um papel com uma frase e definem de que forma é que esse valor é importante na sua cultura. (1 Nada importante - 10 Muito importante e explica porquê. Questiona os(as) participante se está tudo claro. Após cada resposta dá algum tempo para questões ou discussão. Ou-tros(as) participantes podem partilhar o seu ponto de vista. (60 min)

 

NOTA: O(A) facilitador(a) explica que vão conhecer novas culturas e não julgá-las. Não há melhor ou pior cultura, o que é importante não é classificar a cultura, mas sim perceberem-se uns aos outros, também de acordo com a história de cada grupo, cidadãos, religião e outras aspetos que a possam influenciar.

NOTA: O(A) facilitador(a) pergunta aos(às) participantes o que pensam sobre a sua própria cultura, honestamente, mesmo que sintam que não concordam com a resposta.

 

Debriefing

O(A) facilitador(a) deverá começar com uma pequena discussão sobre a ativida-de como um todo e se foi ou não complicado  e porquê. Deverá perguntar sobre os sentimentos e o conhecimento depois deste exercício:

- O que é que foi surpreendente?

- Quais as semelhanças notadas?

- Como é que pode usar este conhecimento na sua vida diária? (20 minutos)

 

Instrumentos de apoio

 

 

Inspiração

 

 

Ideias para ação

Depois deste exercício pode ser realizado outro workshop: “O que aconteceu?”

Ter consciência que algumas frases podem levar a um debate longo e profundo e inclusive que pode conduzir a uma discussão. Não ter receio de terminar a discussão se as regras forem quebradas.

Se a discussão "aquecer" podem-se realizar alguns exercícios para acalmar os(as) participantes, como por exemplo, pedir para fazerem desenhos que mostrem os seus valores e que fazem com eles/as sejam como são.

Pode escolher as suas próprias frases, dependendo do grupo e do seu interesse.

 

ANEXOS

Anexo 1: Frases sobre Cultura

 

Criado por IRS

ITE

 

 

 

Social-educational initiative centre PLUS

sei.plius@gmail.com

Make it Better

info@mibworld.org

Ecos do Sur

ong@ecosdosur.org

 

 

 

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